Categoria: Saúde

Especialistas dão dicas sobre alimentação infantil

Doces, refrigerantes e fast foods são ‘guloseimas’ que as crianças adoram, mas que podem se tornar um problema na infância. A missão‘quase impossível’ dos pais é controlar a ingestão destes alimentos, pouco saudáveis e muito calóricos



Doces, refrigerantes e fast foods são ‘guloseimas’ que as crianças adoram, mas que podem se tornar um problema na infância. A missão‘quase impossível’ dos pais é controlar a ingestão destes alimentos, pouco saudáveis e muito calóricos, a fim de prevenir o sobrepeso e, até mesmo, a obesidade infantil. Para especialistas, um cardápio saudável e variado pode ser a saída para que os pequeninos tenham uma alimentação adequada.

A dica para montar um bom cardápio para as crianças é estimular o consumo dos alimentos certos e controlar os pouco saudáveis. “De modo geral, deve-se estimular a ingestão de leite, carne, arroz, feijão, legumes e frutas, e controlar o consumo de fast food e doces”, aconselha o endocrinologista Walmir Coutinho, da PUC-Rio.O médico explica que, para uma boa alimentação, é importante que crianças e adolescentes façam entre quatro e seis refeições ao dia.

Para Coutinho, um bom cardápio deve prever a ingestão de frutas e legumes. “A quantidade varia caso a caso, mas o indicado é que se consuma pelo menos uma fruta por dia.” Além disso, ele afirma que se deve evitar alimentos que tenham muito açúcar, como doces e biscoitos, assim como frituras. Para estes alimentos, a nutricionista indica que se pode reservar um dia da semana para consumi-los.

Mas para que o cardápio seja seguido pelos pequeninos, o conselho é conversa e exemplo. Danielle orienta aos pais que eles conversem com os filhos sobre a importância da alimentação para a saúde. Além disso, “os pais também precisam dar exemplo, pois as crianças tendem a consumir o mesmo que eles”, afirma Coutinho.

O que não pode faltar em cada refeição?

Para os especialistas, a refeição mais importante do dia é o café da manhã, por isso, mesmo que os pequenos não sintam fome de manhã, os pais devem fazer com que os filhos bebam leite e comam algum alimento rico em carboidrato. O desjejum deve ter a seguinte composição: leite, carboidrato e fruta.

No intervalo entre o café da manhã e o almoço, os pequenos podem ter uma ‘colação’, uma pequena refeição intermediária, que pode ser uma fruta, um suco de frutas ou leite fermentado. O ideal é que se coma pelo menos de quatro em quatro horas.

No almoço, que deve ocorrer entre 12h e 13h, é preciso que seja geralmente servido arroz e feijão. É indicado que esta refeição também inclua dois tipos de legumes e uma porção de proteína, como carne, frango e peixe. “Uma boa substituição é trocar uma das opções de legume por folhas verde-escuras, pois tais alimentos são ricos em cálcio e ferro.”

Danielle esclarece que não se deve comer e beber ao mesmo tempo, pois prejudica a digestão e absorção dos nutrientes. Ela aconselha que, após o almoço, seja servido um suco de fruta. Além disso,  a nutricionista alerta não ser indicado comer uma sobremesa que contenha leite. “Boas opções são um suco de frutas cítricas ou gelatina de fruta ou geléia de mocotó. “A composição do jantar é a mesma que a do almoço, mas com legumes diferentes. “As crianças devem ingerir quatro tipos de legumes ao dia”.

Também é importante beber 1,5 litros de água durante o dia. “Uma estratégia é sempre deixar a criança com um copinho de água, assim, ela vai bebendo aos poucos”, indica Danielle. O cardápio deve prever cinco porções de fruta ao dia, segundo a nutricionista.

A alimentação de crianças a partir dos seis meses de idade

A partir dos seis meses de idade, as mães já podem introduzir as ‘pastas’ à alimentação dos bebês. Deve-se começar com pastas de legumes, passando para as de legumes e carne e as de legumes com feijão, de preferência o caldo. “Quando completam 1 ano, elas podem ter a mesma alimentação que crianças maiores.”

O cuidado nesta idade deve ser com a carne, que deve ser cortada em pedaços bem pequenos.”De acordo com o desenvolvimento da dentição, eles podem comer carne moída e frango desfiado. Não é mais preciso dar ‘papinha’”.

Durante o dia, as crianças devem comer cinco porções de leite, o que pode ser na forma de derivados como iogurte. A partir de 1 ano, a mamadeira já pode começar a ser eliminada. “O cardápio pode prever uma mamadeira de manhã, no primeiro horário e uma à noite. A primeira pode ser mais elaborada com uma vitamina e farinha, por exemplo, já a da noite deve ser mais simples com leite e uma farinha ou com leite e uma fruta.” Não é indicado dar achocolatado. “A criança deve conhecer o leite com uma fruta. Quanto mais tarde conhecerem doces, melhor.”

Por volta dos 6 anos, os pequeninos já escolhem o que vão comer. Nesta fase, não é bom que a mãe esconda os alimentos, pois eles precisam conhecê-los. “Uma dica é montar o prato deles com os alimentos separados. Não misture arroz e feijão, pois elas precisam identificar o que é importante.”

Outra informação que os pais devem ter em mente é de que a quantidade de calorias necessárias para as crianças consumirem diariamente muda à medida que elas crescem. Entre 1 e 3 anos, eles precisam ingerir cerca de 1.200 kcal por dia , já entre 3 e 7 anos sobe para entre 1.300 e 1.500 kcal. “A quantidade varia de acordo com rotina deles. Para aqueles que praticam esportes a dieta muda.”

A alimentação na escola

Com a chegada dos filhos na escola, o trabalho dos pais fica mais complicado. O ideal é que na própria instituição haja um trabalho de educação alimentar. Danielle lembra que as crianças devem levar para a escola quantidades pequenas, nunca um saco de biscoito, por exemplo.

A nutricionista dá sugestões de lanches escolares. “Boas opções de bebida são água de coco ou um suco cítrico ou de soja, pode ser aqueles de ‘caixinha’. Já para comer pode ser uma porção de frutas cortadas em cubos ou uma inteira, que a professora possa cortar. Pode ser também de quatro a seis biscoitos de maizena ou cream craker ou de leite. Bolos caseiros de fruta ou de legumes ou uma barra de cereal.”

Fonte: www.opiniaoenoticia.com.br